| Genny
Marcondes Ferreira (Taubaté
SP 1916). Compositora e diretora
musical. Solicitada pelas principais
companhias dos anos 60, entre
elas o Teatro de Arena e o Grupo
Opinião, é responsável
por trilhas e composições
ímpares do período,
tais como nas peças Revolução
na América do Sul e Se
Correr o Bicho Pega, Se Ficar
o Bicho Come.
Forma-se em música em
1936 pelo Conservatório
Dramático e Musical de
São Paulo, e canto orfeônico,
no Instituto Musical São
Paulo, em 1941. Estuda composição
e orquestração
com Esther Scliar e Guerra Peixe.
Toma aulas de harmonia funcional,
contraponto e composição
com Hans Joachim Koellreutter.
Em
1946, no programa Valores Novos
do Brasil, apresenta a opereta
de sua autoria, O Reino das
Águas Claras, com versos
de Monteiro Lobato, e é
convidada por Fernando Tude
de Souza, diretor da Rádio
MEC, para criar e coordenar
o setor infanto-juvenil da emissora.
Cria o programa O Reino da Alegria,
que fica no ar durante quase
vinte anos, diariamente, com
grupo de diretores e atores,
entre eles Fernanda Montenegro
e Magalhães Graça.
De 1952 a 1960, é responsável
pelo programa Música
Viva na Rádio MEC. Na
década de 60 produz o
programa Música e Músicos
do Brasil.
A partir de 1952, com a peça
O Macaco da Vizinha, de Joaquim
Manuel de Macedo, com direção
de Alfredo Souto de Almeida,
com produção d'O
Tablado, inicia a carreira de
compositora no teatro, cinema
e televisão, que lhe
vale a composição
de cerca de 30 partituras. Faz
e dirige orquestrações
gravadas. Em 1957, com Esther
Scliar, realiza a música
e a direção musical
de As Guerras do Alecrim e da
Manjerona, de Antônio
José da Silva, o Judeu,
com direção de
Gianni Ratto, para o Teatro
Nacional de Comédia,
TNC. Em 1958, compõe
a música de Olho Mecânico,
de A. C. Carvalho, dirigido
por Benedito Corsi, numa produção
da Companhia Tônia-Celi-Autran,
CTCA.
Em 1960, assina a composição,
a orquestração
e a direção musical
de Revolução na
América do Sul, de Augusto
Boal, no Teatro de Arena. No
mesmo ano, está na música
de Cristo Proclamado, de Francisco
Pereira da Silva, uma produção
do Teatro dos Sete. De lá
para cá não parou
jamais.... dedicou-se com afinco
às artes plasticas e
em Taubaté possui uma
série de admiradores
e discipulos da arte.
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